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Esse amor outonal
 

Chegando assim, como uma flor outonal
Que, para vicejar no campo, bela e viçosa
Rompe o diáfano véu da bruma matinal
E. ao despertar, numa oferenda virginal
Abre sua corola, faceira e preguiçosa
Para receber do sol o beijo mor no e sensual.

A magia deste amor maduro e sazonal
Abre ao coração a ventura de novo porvir
Para transpor forte, corajoso e destemido
As altas muralhas do que é convencional

E viver o presente deste sentimento-criança
Mistura de afeto,carinho, ternura e muito mais
Que vem surgindo de mansinho, sorrateiro
Como um intruso bem-vindo e inesperado
Que deseja viver plenamente e nada mais...
Vem surgindo, matreiro , nas asas da esperança.

Laila Murad de Carvalho

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