Amo-te!
Amo-te como branda chuva tépida de dias de primavera caindo suavemente e nutrindo a terra para fazer crescer os alimentos de que a tua alma necessita para continuar espargindo amor fraterno em todos os corações que têm a sorte de se poderem de ti acercar e conhecer mesmo que imperfeitamente a beleza da tua alma linda!
Amo-te com a ternura das flores multicoloridas ondulando na brisa suave num prado verde e tenro, na encosta de uma alta montanha coroada de neve!
Amo-te com a reverência de uma crente que palmilha caminhos tortuosos ao longo de décadas de cegueira e solidão, acreditando que um dia chegará ao santuário que apenas pressente por uma intuição que desconhece de onde lhe chega, se do passado longínquo, se do mais profundo da sua alma que ainda há pouco nem sabia que existia!
E quando finalmente se aproxima e pode olhar face a face quem procura sem saber porquê, nem desde quando, olha com uma ternura infinda para o rosto amado, tenta decifrar o mistério de seus olhos doloridos rodeados de círculos negros de cansaço e vê lágrimas silenciosas e tímidas rolando como gotas de orvalho pela sua face, molhando sua boca que tanto deseja tocar em leve contacto como se beijasse um deus que tem o remédio para finalmente unir dois corações e duas almas, num só SER!
Mas por mais palavras que eu possa usar, por mais que o dom que me revelaste me ajude a encontrar as metáforas aproximadas, sinto que nunca te conseguirei dizer como TE AMO!!
Sinto que me amas assim, sinto que me amas mais do que o meu entendimento alcança, diz-me então como, meu amor venerado!
Fada das Letras:
Sat, 30 Sep 2006 18:49:52 -0300 (ART)