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Soneto Para A Dona Dos Olhos Azuis
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Lá vou eu, lança em riste, figura triste
Procurar por Dulcinéia Del Toboso
Guarnecido por escudos de barbeiro
Junto a Sancho Pança, um tanto medroso
O amor está lá – o amor é um moinho
Pode fazer reduzir nossa ilusão a pó
Tal e qual o amor, a vida passa de mansinho
Amores passam, outros nos fazem sofrer sem dó
Mas, eis que do alto de Parnasus surge
Eros, montado na paixão que nos alucina
Sancho Pança é entrega; amor é tudo, é paraíso
E da Dirce bebo o amor já há dez mil e quinhentos dias
Esse cavaleiro ainda se lembra jovem; ela, uma menina
E ele sonha estar com ela, no éden, após o dia do juízo
Autor: Antônio Carlos Affonso dos Santos - ACAS
antonioaffonso@pmnt1.com.br
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