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BIOGRAFIA
Rogério Martins Simões (Portugal)
rogeriomsimoes@clix.pt

Rogério Martins Simões – ROMASI – Nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 5 de Julho do ano de 1949.
Com raízes católicas, foi escuteiro; pertenceu à Juventude Operária Católica, foi catequista e fez parte de outras Associações de Assistência Social.
Em 1963 iniciou-se nos caminhos da Arqueologia, (a sua grande paixão) por mais de 30 anos, no Mosteiro de S. Vicente de Fora.
Praticou atletismo no Sporting Clube de Portugal, – clube do coração, onde foi pupilo dos Professores: Moniz Pereira; Raimundo e Eduardo Cunha.
Foi internacional, correu 400 e 800 metros e fez parte da equipa sucessivamente campeã de Portugal, nomeadamente com Carlos Lopes, Fernando Mamede, Carlos Cabral, Eduardo Simões, Júlio Fernandes, Carlos Sustelo, Armando Aldegalega e tantos outros.
Trabalhou na Federação das Caixas de Previdência, na Acção Médica Social, no turismo e finalmente Quadro Superior das Alfândegas Portuguesas.
Frequentou diversas escolas e conclui cursos superiores nas áreas da Contabilidade e Gestão.
Casou aos 20 anos, tem dois filhos e um neto. Divorciou-se e voltou a casar, agora é feliz.
As suas raízes estão na Beira Baixa. Seus pais são naturais da Póvoa – Pampilhosa da Serra e Malhada, Colmeal, Góis, região rochosa (xisto ou granito), onde se trabalhava de sol a sol
Se bem que tivesse nascido em Lisboa, esteve sempre ligado à aldeia de seu pai, a Póvoa, onde passava grandes temporadas com a sua tia, Laura da Conceição Simões, nas chamadas “férias grandes”.
A natureza amarga, contemplativa e nostálgica da sua poesia estará sempre ligada à repressão política que presenciou, antes do 25 de Abril de 1974, às profundas desigualdades sociais e à paisagem da Beira-Serra.
Citando César Almeida Mendes de Oliveira e Armando Oliveira Nunes da Veiga:
“A paisagem é caracterizada por um solo duro e ingrato, de um clima difícil e rigoroso, no fundo uma região inóspita e pouco acolhedora, que pinta um quadro nada convidativo ao estabelecimento da vida humana, mas mesmo assim bela para desfrutar nos dias de lazer: Uma grandeza e um esplendor inigualável, o contemplar o recorte ondulante das serras num horizonte infinito”.
Foi muito influenciado por seu pai, José Augusto Simões, poeta, homem simples; corajoso e trabalhador; honesto e solidário que bem cedo partiu para Lisboa em busca de uma vida melhor, onde nunca esqueceu as suas raízes e a sua aldeia, apesar de poucas vezes lá ter voltado.
Desde os 12 anos de idade que escreve poesia.
Antes do 25 de Abril os seus poemas, pela “liberdade”, circulavam nas mãos dos seus colegas de escola na Patrício Prazeres.
Depois do 25 de Abril escreveu, naturalmente, poemas de intervenção:
“Maio dos bravos
Maio primaveril
Nascem viçosos os cravos
Do 25 de Abril”.
De entre toda a sua poesia destacam-se os meus poemas de amor que, aos poucos, se transformaram em “poemas de amor e dor”:
MEIO HOMEM INTEIRO
Meia selha de lágrimas.
Meio copo de água
Meia tigela de sal
Meio homem de mágoa.
Meio coração destroçado ode i
Meia dor a sofrer.
Meio ser enganado
Num homem inteiro a morrer.
1974
Finalmente dá a conhecer um pouco da sua poesia, que liberto da gaveta, encerrada a mil chaves. A outra já partiu: foi rasgada aos bocados.
Rogério Martins Simões
2004

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